O Andarilho: Quebrando paredes e costelas

andarilho

Olá, leitores e leitoras!
O Andarilho é uma brincadeira proposta pelo Fábio Coala, em que o nosso amigo de camiseta vermelha da tirinha acima faz um tour pelas webcomics nacionais!
Ele já visitou vários quadrinhos e, depois de ser mandado pra cá pelo Leonardo Maciel, está indo para o site do Sir Holland, o Bravo, do Sandro Zambi!
Não deixe de conferir!

Você pode acompanhar a jornada do Andarilho aqui:

Mentirinhas
Will Tirando
Depósito do Wes
Vacilândia (por Marçal)
Manjericcão
RYOTiras
Digo Freitas
Blue e os Gatos
Por quê, Pedro?
As Aventuras da Bruxinha Mô
Como Eu Realmente
Objetos Inanimados
Mundo Amarelo
Baboom
Mari Santtos
Barba do Bardo
Navio Dragão
Quadrinhos Ácidos
Um Sábado Qualquer
Maciel Corporation

Até a próxima!
-Vinnie

Os quadrinhos mais “TOPZERA” de 2016

Olá, leitores e leitoras!
Começamos o ano com uma retrospectiva em quadrinhos das minhas leituras de 2016 (essa, pelo menos, não é tão catastrófica quanto a da Globo).
Então prepare um café e se ajeite na poltrona, porque a lista é longa. São mais de 40 títulos listados, nacionais ou gringos, independentes ou editoriais.
Espero que curtam!

Deixe registrado nos comentários o que você achou da lista, suas opiniões sobre os quadrinhos lançados em 2016 e suas próprias recomendações.
Valeu, pessoal!
-Vinnie

CCXP 2016 – Foi épico pra c@r@l#0!

Oi, leitores e leitoras!
Quanto tempo, né?
Então, eu sei que andei sumido daqui por uns bons meses. Desde que voltei do FIQ de 2015 e desde que mudei de cidade, percebi que meu trabalho com os quadrinhos precisava se adequar à minha realidade.

E parece que toda essa mudança foi para me preparar para o maior evento de cultura pop do Brasil, a Comic Con Experience!
Se você estava em outro planeta durante os últimos meses, a feira aconteceu nos dias 01 a 04 de dezembro em São Paulo/SP. Este ano dividi a mesa com meu amigo Digo Freitas, o criador do Tinta Fresca e parceiro de projeto em 2016. Bom, na verdade, ao lado dos amigos Carlos Ruas, Pietro Progetti, Leonardo Maciel, Fábio Coala, Rafael Marçal, Wesley Samp e Fábio Ciccone, aquela região do Artists’ Alley virou quase uma mesa quádrupla!

strangerAliás, essa tem sido uma das melhores partes desde que levei meus quadrinhos pra fora de Hell City: estar no meio de tanta gente que produz HQ. Seja por hobby, seja profissionalmente, ou seja porque querer deixar sua marca no meio artístico. A energia de uma convenção é sempre boa!

É sempre bom rever tantos amigos depois de meses, encontrar pessoas que você só viu na internet, conhecer gente nova e conversar com pessoas cujo trabalho você admira.

E quando começa o “fervo” mal dá pra sair da mesa! A circulação de pessoas na CCXP chega a ser assustadora. Mas a vantagem é que isso sempre acaba trazendo gente que já teve algum contato com seu trabalho e, em ocasiões não raras, que já o acompanham há tempos!
Foi muito legal conhecer leitores de longa data do Café do Feliz. Apareceram alguns que conheciam o blog desde as primeiras tirinhas! Um deles é o Éttore, que apareceu de surpresa no domingo pra dar um abraço e retribuir o bar que ele ganhou de presente de aniversário em 2013:

bar

icaroAliás, a recepção do público superou expectativas!
Várias pessoas foram à nossa mesa já procurando o Tinta Fresca porque já tinham ouvido falar! Seja pela recomendação do Sidney Gusman no Universo HQ, pela resenha do Poderoso Porco no MDM, ou mesmo porque ouviu comentários, muita gente chegou à nossa mesa já com o Tinta na cabeça.
E a melhor parte foi quando um menino pegou a revista com os olhos brilhando dizendo que se chamava Ícaro (o protagonista do livro)! Sério, para quem faz quadrinhos, essas são as melhores recompensas! Posso dizer, tanto por mim quanto pelo Digo, que nossa função como quadrinistas foi cumprida com satisfação. E agradecemos a todos vocês, leitores, pelo carinho que estamos recebendo.

Claro que podia ter sido melhor. A reclamação geral sobre o evento foi o palco rock que estava bem próximo ao Artists’ Alley, fazendo a galera forçar o gogó pra conseguir ser ouvido. E o fucking palco da Netflix com seu fucking karaokê, que nos fez ouvir as piores interpretações de What’s Up do 4NonBlondes. Aquela música chiclete que tocou naquela cena memorável de Sense8. Graças à isso, agora eu odeio a série. ¬¬

O chato de você ir no evento pra trabalhar também é perder quase todas as atrações e painéis. Dos atores gringos, eu mal lembro quem estava lá. Não tive nem meia chance de pegar autógrafo de uns picas dos quadrinhos, como o Eduardo Risso, o Simon Bisley, o Frank Quitely, etc.
Mas consegui tirar uma foto com a Laerte! =D
laerteDe qualquer jeito, são quatro dias inesquecíveis para qualquer fã de quadrinhos e cultura pop, tanto para quem está do lado de lá quanto do lado de cá da mesa do Alley.

Eu visitei a CCXP em 2014 como fã e foi uma das melhores coisas que fiz naquele ano. O evento já começou gigante e cresceu ainda mais. Não só pelo número de novidades relacionadas às séries, aos filmes e aos personagens icônicos que amamos, mas pelo cuidado que os organizadores têm em nos proporcionar uma experiência inesquecível. E porque cada vez mais tem coisa pra ver e cada vez mais tem talentos nacionais para se descobrir.

Por falar nisso…img_20161205_130819

Esses são os quadrinhos que trouxe de volta comigo. Alguns eu havia apoiado no Catarse e retirei no evento, mas a maioria foi tipo “shut up and take my money” mesmo. E olha que só não levei mais porque não ia aguentar carregar a mala de volta pra casa!
Quadrinhos estes que foram feitos por essa galera aqui, ó:
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Gente bagarai, né? Pois aí nessa foto mal tinha um décimo da galera. O Artists’ Alley da CCXP contava com uns 400 artistas. Ainda terei uma oportunidade de falar mais sobre os quadrinhos nacionais (independentes ou não) produzidos por toda essa gente querida.

Por enquanto, me despeço de vocês, leitores e leitoras.
Antes, quero deixar um agradecimento especial ao Digo, pelo profissionalismo e pela parceria nos quadrinhos e nos eventos que participamos este ano. Um grande abraço a todos os amigos e amigas quadrinistas, cuja lista já é grande demais pra lembrar de cabeça e não quero correr o risco de deixar ninguém de fora.
E um muito obrigado a todo mundo que pôde comparecer ao evento e dar um pulinho na mesa A16 para dar um abraço e levar um quadrinho, print, botton ou caneca.
Deixo também minha eterna gratidão a todos vocês que me incentivam a continuar a trilhar esse caminho que eu amo. A todos que compartilham posts, deixam seus comentários ou trocam uma ideia no twitter.
Vocês moram no meu S2!

-Feliz

P.S. Vocês já devem ter visto um certo teaser na fanpage e no twitter, mas vou reiterar que em breve teremos novidades!

Giblog #145

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Ok, eu sei que a essa altura, falar de Batman v Superman já é chutar cachorro morto, mas é impossível não comparar os dois grandes eventos cinematográficos das grandes editoras de quadrinhos. A grande diferença entre os dois filmes é que Guerra Civil não entregou o ouro antes do filme estrear.

O terceiro filme da franquia do Bandeiroso tem apenas uma leve inspiração no mega evento dos quadrinhos, escrito por Mark Millar. A maior inspiração vem da excelente passagem de Ed Brubaker pelo Capitão América. E isso acaba sendo uma coisa positiva para o filme, criando um universo cinematográfico único e distinto dos quadrinhos.

Aqui a gente vê como uma boa direção faz toda a diferença. O grande evento da DC falhou em trabalhar com tantos personagens e acontecimentos em 2:30 de filme, sem dosar o timing para a ação, para a trama e o desenvolvimento dos personagens. Guerra Civil trabalhou isso de forma impecável no mesmo tempo de filme. Houve bastante espaço para nos empolgarmos com cada cena de ação, para refletir sobre o tema proposto e, muito importante, para cada personagem brilhar. As melhores cenas de luta, sem dúvida, são da Viúva Negra e do Falcão. E o filme já nos coloca no hype para o filme solo do Pantera Negra.

E o Homem-Aranha?
Bem… só digo uma coisa: meu fanboy interior está feliz.
É um filme que verei novamente no cinema.
-Feliz

Tinta Fresca!!

Oi, pessoal!!

Lembram que eu disse que este ano estaria envolvido em alguns projetos em quadrinhos além do blog?
Hoje é dia de apresentar a vocês o Tinta Fresca!

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Trata-se de uma HQ concebida pelo meu amigo Digo Freitas que teve a ideia ainda em 2012 e que me ofereci para ajudar.
E agora estamos lançando o projeto no Catarse para transformar essa ideia em realidade!

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Tinta Fresca vai contar a história de Ícaro, um adolescente cheio de frustrações e hormônios que encontrou no graffiti uma forma de se expressar e extravasar sua rebeldia… Até o dia que descobre que tem o dom de literalmente dar vida às suas criações!
A história é cheia de aventura e mistério. Eu me ofereci para entrar nesse projeto porque acredito que uma  boa história pode e deve ganhar vida, assim como Ícaro faz com suas criações.Tinta Fresca 3
Mas para isso, precisamos da ajuda de vocês, leitores.
O Catarse, pra quem ainda não está familiarizado, é uma plataforma de financiamento coletivo que permite que autores viabilizem seus projetos através da contribuição de apoiadores. Com o projeto viabilizado, todos os apoiadores recebem o produto final em casa e várias recompensas, de acordo com o valor da contribuição.
Então se você curtiu a ideia e tem interesse em ver esse projeto ganhar vida, deixe sua contribuição na página do projeto clicando AQUI.

Já comecei a desenhar as páginas. Espero que curtam!
Tinta Fresca - pin up2

-Feliz

Giblog #141

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Depois de uma infinidade de notícias nos sites de entretenimento levado a sério por dia, finalmente estreou o tão esperado Batman v Superman: A Origem da Justiça.
Será que o hype é real?

No. Pelo menos, not for me.
Enfim. Se você gostou do filme, good for you. Vi um monte de gente dizendo que as críticas eram infundadas, que o filme é bom sim, que claro, tem seus defeitos, mas é divertido… fizeram até um bingo de “desculpas” de quem gostou.
Bom… não é porque as pessoas acharam o filme ruim que a sua experiência vai mudar, certo? Ninguém está dizendo que você tem mau gosto, que não entende de cinema, que é burro. São só opiniões diferentes.

E na minha opinião, BvS é um grande potencial desperdiçado.
Não vou fazer bem uma resenha, aqui. Vou apenas dizer o que eu achei do filme como leitor dos quadrinhos da DC. Você pode até discordar, mas minha experiência com o grande evento da Warner/DC esse ano está registrada aqui.
Meu problema com o filme, não é que o roteiro seja confuso e cheio de furos (e de fato é) nem que a direção seja megalomaníaca (de fato é). Meu problema é que assim como Man of Steel, eu não consegui enxergar os personagens mais icônicos dos quadrinhos representados ali na tela. Pelo menos os principais, que estão no título. Eu não consegui reconhecer aquele como o Superman, muito menos aquele como o Batman. Uma das maiores críticas a Man of Steel foi justamente o fato daquele Superman não se preocupar com a segurança dos cidadãos e não se importar em matar. Ok, corrigiram isso no cuequinha vermelha… e transpuseram isso para o Morcegão? O Morcegão que não quebra essa única regra e jurou que não usaria armas de fogo por ter visto seus pais serem mortos por uma? Tá, essa nova direção opta por uma abordagem mais realista. Mas apresentar essa abordagem com pressa pela primeira vez em um filme entuchado de personagens é um grande erro.
E nem quero começar a falar do Lex Luthor. Jesse Eisenberg tem minha admiração por seu excelente papel em A Rede Social, mas se você acha interessante o Mark Zuckerberg sendo um dos maiores antagonistas do filme, tudo bem. Eu esperava ver o Lex Luthor.

Mas a pior parte, provavelmente, é o tão esperado embate entre Superman e Batman. Era completamente previsível que a morcega levaria a melhor, pois o personagem é mais popular, tem uma legião de fanboys que a Warner não se arriscaria a desagradar, mas cacete. Pelo menos eu esperava algo menos unilateral do que aquilo. Foi um fan service descarado aos cuequinhas verde e completamente anti-clímax.

Mas pra não ser injusto, há sim pontos positivos no filme: A Mulher Maravilha é o melhor. Enquanto Diana, a atriz ganha quase nenhum destaque, mas quando a Amazona aparece, rouba a cena e não devolve mais. Ver a Trindade reunida é um momento que faz o coraçãozinho de qualquer nerd palpitar.
A cobertura da repercussão de termos um Deus caminhando sobre a terra também é um ponto excelente. Sempre gostei desse tipo de discussão tanto dentro quanto fora dos quadrinhos. As implicações que uma figura impossível como o Superman trariam à comunidade científica, política e religiosa.

Mas infelizmente isso não salva o filme. E antes que venham me acusar de Marvete, de defender apenas os filmes da Marvel, etc, saibam que eu fico realmente triste. Eu adoraria ver esses personagens tão queridos e icônicos ganhando vida e projetando um futuro esperançoso. Mas infelizmente, A Origem da Justiça serve como alicerce para o futuro filme da Liga. E você sabe o que dizem sobre construir casas sobre frágeis barrancos de areia.

-Feliz