Giblog #145

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Ok, eu sei que a essa altura, falar de Batman v Superman já é chutar cachorro morto, mas é impossível não comparar os dois grandes eventos cinematográficos das grandes editoras de quadrinhos. A grande diferença entre os dois filmes é que Guerra Civil não entregou o ouro antes do filme estrear.

O terceiro filme da franquia do Bandeiroso tem apenas uma leve inspiração no mega evento dos quadrinhos, escrito por Mark Millar. A maior inspiração vem da excelente passagem de Ed Brubaker pelo Capitão América. E isso acaba sendo uma coisa positiva para o filme, criando um universo cinematográfico único e distinto dos quadrinhos.

Aqui a gente vê como uma boa direção faz toda a diferença. O grande evento da DC falhou em trabalhar com tantos personagens e acontecimentos em 2:30 de filme, sem dosar o timing para a ação, para a trama e o desenvolvimento dos personagens. Guerra Civil trabalhou isso de forma impecável no mesmo tempo de filme. Houve bastante espaço para nos empolgarmos com cada cena de ação, para refletir sobre o tema proposto e, muito importante, para cada personagem brilhar. As melhores cenas de luta, sem dúvida, são da Viúva Negra e do Falcão. E o filme já nos coloca no hype para o filme solo do Pantera Negra.

E o Homem-Aranha?
Bem… só digo uma coisa: meu fanboy interior está feliz.
É um filme que verei novamente no cinema.
-Feliz

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Giblog #141

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Depois de uma infinidade de notícias nos sites de entretenimento levado a sério por dia, finalmente estreou o tão esperado Batman v Superman: A Origem da Justiça.
Será que o hype é real?

No. Pelo menos, not for me.
Enfim. Se você gostou do filme, good for you. Vi um monte de gente dizendo que as críticas eram infundadas, que o filme é bom sim, que claro, tem seus defeitos, mas é divertido… fizeram até um bingo de “desculpas” de quem gostou.
Bom… não é porque as pessoas acharam o filme ruim que a sua experiência vai mudar, certo? Ninguém está dizendo que você tem mau gosto, que não entende de cinema, que é burro. São só opiniões diferentes.

E na minha opinião, BvS é um grande potencial desperdiçado.
Não vou fazer bem uma resenha, aqui. Vou apenas dizer o que eu achei do filme como leitor dos quadrinhos da DC. Você pode até discordar, mas minha experiência com o grande evento da Warner/DC esse ano está registrada aqui.
Meu problema com o filme, não é que o roteiro seja confuso e cheio de furos (e de fato é) nem que a direção seja megalomaníaca (de fato é). Meu problema é que assim como Man of Steel, eu não consegui enxergar os personagens mais icônicos dos quadrinhos representados ali na tela. Pelo menos os principais, que estão no título. Eu não consegui reconhecer aquele como o Superman, muito menos aquele como o Batman. Uma das maiores críticas a Man of Steel foi justamente o fato daquele Superman não se preocupar com a segurança dos cidadãos e não se importar em matar. Ok, corrigiram isso no cuequinha vermelha… e transpuseram isso para o Morcegão? O Morcegão que não quebra essa única regra e jurou que não usaria armas de fogo por ter visto seus pais serem mortos por uma? Tá, essa nova direção opta por uma abordagem mais realista. Mas apresentar essa abordagem com pressa pela primeira vez em um filme entuchado de personagens é um grande erro.
E nem quero começar a falar do Lex Luthor. Jesse Eisenberg tem minha admiração por seu excelente papel em A Rede Social, mas se você acha interessante o Mark Zuckerberg sendo um dos maiores antagonistas do filme, tudo bem. Eu esperava ver o Lex Luthor.

Mas a pior parte, provavelmente, é o tão esperado embate entre Superman e Batman. Era completamente previsível que a morcega levaria a melhor, pois o personagem é mais popular, tem uma legião de fanboys que a Warner não se arriscaria a desagradar, mas cacete. Pelo menos eu esperava algo menos unilateral do que aquilo. Foi um fan service descarado aos cuequinhas verde e completamente anti-clímax.

Mas pra não ser injusto, há sim pontos positivos no filme: A Mulher Maravilha é o melhor. Enquanto Diana, a atriz ganha quase nenhum destaque, mas quando a Amazona aparece, rouba a cena e não devolve mais. Ver a Trindade reunida é um momento que faz o coraçãozinho de qualquer nerd palpitar.
A cobertura da repercussão de termos um Deus caminhando sobre a terra também é um ponto excelente. Sempre gostei desse tipo de discussão tanto dentro quanto fora dos quadrinhos. As implicações que uma figura impossível como o Superman trariam à comunidade científica, política e religiosa.

Mas infelizmente isso não salva o filme. E antes que venham me acusar de Marvete, de defender apenas os filmes da Marvel, etc, saibam que eu fico realmente triste. Eu adoraria ver esses personagens tão queridos e icônicos ganhando vida e projetando um futuro esperançoso. Mas infelizmente, A Origem da Justiça serve como alicerce para o futuro filme da Liga. E você sabe o que dizem sobre construir casas sobre frágeis barrancos de areia.

-Feliz

Giblog #116

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A vantagem de ter visto tanta gente malhando o novo filme do Quarteto foi não ter achado tão ruim assim.
Claro que não é um Cavaleiro das Trevas, mas pra mim o grande problema mesmo foi a divisão de tempo dos atos. Quando a grande problemática do filme finalmente se apresenta, tudo é resolvido muito rápido. Me lembrou bastante o primeiro Homem de Ferro que, aliás, provavelmente teria fracassado também, não fosse o carisma monstro do RDJr como Tony Stark e o humor pontual do filme.

Tem coisa bacana ali, sim, como a influência de peso no universo Ultimate, o tom de thriller sci-fi que domina a primeira metade do filme e o fato dos personagens não encararem seus poderes como um “dom”, mas como uma anomalia, uma condição física que precisa ser curada. A cena em que Reed assiste a transformação dos seus amigos (e de si própria) é bem icônica, aliás.
Acredito que boa parte dos problemas seja decorrência da pouca fé que o estúdio depositou na franquia, barateando demais o orçamento do filme (por isso as poucas manifestações dos poderes e os efeitos especiais ocasionalmente ruins). Deu pra ver que diretor teve que tirar leite de pedra (essa pedra, no caso, é o Coisa). Mas pra efeito de comparação, achei o reboot do Homem-Aranha bem pior.

Mas também dizer que um filme não é uma catástrofe completa não é nenhum elogio. É triste ver que ninguém conseguiu ainda fazer uma adaptação realmente boa do Quarteto. O problema é que, com o filme fracassando nas bilheterias, o futuro da franquia fica incerto. Pena, porque eu queria mesmo ver o que poderia vir dessa formação.

-Feliz

Friday, bloody Friday #125

Esta semana, após o último capítulo da novela da TV a cabo de Game of Thrones, voltou-se a discutir a polêmica em torno dos spoilers. Mas até quando uma informação sobre um filme, um livro, uma série, HQ ou game é spoiler? Até quando o babaca da roda é você?
Para resolver essas questões, apresento a vocês…
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Abaixo, alguns trechos retirados diretamente do Incrível Manual de Regras (cagadas) sobre Spoilers.

CUIDADO!!!
Este post vai ter spoilers!! Os trechos que contiverem spoilers estarão grafados em amarelo. Se quiser ler, selecione o texto. Mas lembre-se, a surpresa pode não ser agradável!
Esteja avisado!!

Situação 1: Você solta no grupo ou nas redes sociais uma informação crucial para a trama logo após o capítulo de uma série, ou enquanto o filme ainda está em cartaz. Seja por meme ou revelando a informação diretamente. Você não deu chance para as pessoas assistirem ainda. Portanto, você é um babaca.
Ex: Jon Snow morreu no último capítulo de Game of Thrones e todos estão postando memes.

Situação 2: Você está acompanhando uma série na Netflix (ou baixando ilegalmente) que já está avançada, porém você ainda está nas primeiras temporadas. Você curte a página da série no Facebook e vê imagens e pessoas comentando sobre acontecimentos cruciais que você ainda não viu. A culpa, nesse caso, é inteiramente sua. A página serve para discutir os acontecimentos da série e os responsáveis por ela não são obrigados a esperar você alcançar a temporada atual.
Ex: A página de House of Cards posta fotos de Frank Underwood na cadeira do Presidente dos EUA.

Situação 3: Você leu o livro, mas as pessoas do grupo não viram o filme/a série. Ninguém é obrigado a ter lido o livro. Então não estrague a diversão das pessoas que ainda não viram o filme/a série! Porra!
Ex: Dizer que Snape matou Dumbledore semanas antes da estreia de Harry Potter e o Enigma do Príncipe.

Situação 4: Todos no grupo, menos você, já viram o filme/leram o livro em discussão. Nesse caso, você está atrapalhando a discussão dos presentes no grupo. Se você não quiser levar spoiler, saia da roda.
Ex: Todos estão comentando como suas cabeças explodiram quando foi revelado que Tyler Durden e o Narrador são a mesma pessoa em O Clube da Luta.

Situação 5: O filme é um lançamento recente e todos na roda já assistiram, menos você. Aqui se aplica a mesma regra da Situação 4. Todos querem discutir os acontecimentos mais chocantes do filme, mas não podem por sua causa? Sacanagem sua, pô!
Ex: Mercúrio morre em Vingadores – A Era de Ultron. Não viu o filme? Pena, todo mundo viu!

Situação 6: O filme é um clássico, e alguém, nas redes sociais ou pessoalmente, mencionou uma informação crucial que você desconhecia. Bem feito pra você! Certos filmes se tornam parte da cultura global, ninguém tem culpa de você viver em outro planeta.
Ex: Darth Vader é o pai de Luke Skywalker e até quem não sabe direito o que é Star Wars sabe disso.

Situação 7: O filme tem mais de 50 anos. Muita gente provavelmente não viu. Por mais que seja um clássico dos clássicos, nem todo mundo se lembra de buscar obras como Psicose, Cidadão Kane, E o Vento Levou, etc. Quando for indicar o filme, não comente informações cruciais. Fale sobre o filme para que a outra pessoa se interesse e descubra por si só por quê é um clássico dos clássicos.
Ex: Indique Cidadão Kane pela trama intrigante e pela maestria no uso da câmera e da montagem, mas não diga que Rosebud é o trenó.

Situação 8: Você está fazendo um vídeo, gravando um podcast, escrevendo uma crítica ou fazendo um post para seu blog que contém uma informação crucial sobre uma obra (filme, livro, série, game, HQ). A pessoa que procurou o assunto muitas vezes busca informação sobre a obra para conhecê-la melhor e ver se irá gastar seus recursos (tempo e dinheiro) com ela. Caso for dar spoilers no seu trabalho, avise com antecedência para a pessoa se precaver. Se depois disso ela continuou a acompanhar, é responsabilidade dela.

E é isso aí! Essas são algumas das situações previstas que envolvem spoilers. Você conhece mais alguma, leitor? O que você acha sobre o assunto? Já tomou um spoiler na fuça que estragou toda sua experiência de apreciar uma obra? Deixe aí nos comentários!

Bom final de semana e até domingo!
-Feliz

Friday, bloody Friday #121

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Sei que já tem na net o trailer full de Batman v Superman, mas eu ainda não assisti! Vou esperar sair com qualidade boa…
Mas e vocês, amigos cafenautas?
O que acharam das novidades do mundo pop essa semana? Quais suas expectativas para o que vem por aí para a Marvel, para a DC e para os Jedi?
Diga aí nos comentários!!

Bom final de semana e até domingo!
-Feliz

Friday, bloody Friday #106

katniss

Jogos Vorazes me pegou de surpresa. Foi um daqueles filmes que vi só por ter entrado na sala de cinema quando não tinha mais nada pra fazer. E rapaz, que surpresa eu tive. A última coisa que eu esperava era ver uma distopia política com toques de Orwell e Huxley.

Me surpreendeu bastante quando eu descobri que o filme era na verdade a adaptação de um romance teen. Depois de Crepúsculo aquilo não me parecia algo que viraria febre entre os adolescentes. Hoje em dia, praticamente toda ficção teen que vende razoavelmente bem vira filme. A maioria, execrável. Não é o caso da franquia cinematográfica Jogos Vorazes que, na minha opinião, chega a ser melhor do que o material base, até.

Pra quem não conhece, a história se passa no território de Panem, dividido em 13 distritos que, em um momento histórico, levantou-se em rebelião contra sua Capital, que governava com punho de ferro e mantinha privilégios a poucos em troca do sofrimento e exploração dos menos favorecidos. Desde a derrota da Rebelião, a Capital organiza anualmente um evento em que um casal de jovens de cada distrito é sorteado para participar de um massacre onde apenas um deve sair vivo. E no melhor estilo Roma Antiga, esse evento serve como “circo” para os cidadãos abastados de Panem.

Depois de dois anos, a franquia amadureceu. Em Chamas (o segundo filme) acabou ficando bem preso à fórmula do primeiro, trazendo de volta o Combate como tema central. Serviu mais como uma ponte para o grande evento que tem início em A Esperança – Parte 1, em que uma nova Rebelião está sendo fomentada.
Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence <3), a protagonista, involuntariamente torna-se a principal representante desta investida. Seu instinto de preservação durante sua participação nos Jogos despertou o espírito de indignação e resistência no povo de Panem.

Uma coisa que sempre me interessou na franquia é que os bastidores tanto dos Jogos quanto da própria Rebelião são claramente revelados. E isso inclui todos os aspectos semióticos, desde a escolha de um representante e sua forma de apresentação ao público para conquistar o alvo, além, é claro, da construção do espetáculo massificado e a escolha da linguagem propagandística.
midiaNos primeiros momentos da saga, onde o foco eram os Jogos e seus bastidores, a mídia era mostrada como ferramenta de controle governamental, uma forma unidirecional de comunicação para apaziguar o povo faminto e escravizado, no melhor estilo do Ministério da Verdade de 1984. Agora com o foco da história no outro lado, a propaganda mostra-se como um recurso de convocação para o Levante. Em Panem, a Revolução será, sim, televisionada.

Uma pena que as participações dos coadjuvantes mais bacanas, como Haymitch (Woody Harrelson) e Effie (Elizabeth Banks) estão bem reduzidas. Mas pelo menos o Lenny Kravitz não aparece mais.
Também é uma puta sacanagem que essa mania de dividir a última parte da história em dois filmes pegou de vez, depois que Harry Potter deu a ideia. Por isso o grande evento que é a iminente guerra ficou para o ano que vem. A vantagem é que puderam trabalhar bem alguns elementos, como a apresentação do Distrito 13 (praticamente uma Zion, dos filmes Matrix, ou mesmo a Aliança Rebelde de Star Wars) e os detalhes de seus planos de ação.

mordecaiNada mau para uma época cheia de romances teen já escritos com um olho em Hollywood, desesperados para preencher o vácuo deixado por Harry Potter. Jogos Vorazes se sobressai nessa missão criando uma identidade própria.

Bom, é a primeira vez que falo sobre a franquia Jogos Vorazes aqui. Não sei se temos algum fã entre os leitores do CdF, mas creio que é algo que vale a pena conferir. Se você já assistiu ao novo filme, dê sua opinião aí nos comentários! Se ainda não assistiu, comente suas expectativas. E se odeia, fica aí o espaço para descer a lenha!
Bom final de semana e até domingo, caros leitores!
-Feliz