O Andarilho: Quebrando paredes e costelas

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Olá, leitores e leitoras!
O Andarilho é uma brincadeira proposta pelo Fábio Coala, em que o nosso amigo de camiseta vermelha da tirinha acima faz um tour pelas webcomics nacionais!
Ele já visitou vários quadrinhos e, depois de ser mandado pra cá pelo Leonardo Maciel, está indo para o site do Sir Holland, o Bravo, do Sandro Zambi!
Não deixe de conferir!

Você pode acompanhar a jornada do Andarilho aqui:

Mentirinhas
Will Tirando
Depósito do Wes
Vacilândia (por Marçal)
Manjericcão
RYOTiras
Digo Freitas
Blue e os Gatos
Por quê, Pedro?
As Aventuras da Bruxinha Mô
Como Eu Realmente
Objetos Inanimados
Mundo Amarelo
Baboom
Mari Santtos
Barba do Bardo
Navio Dragão
Quadrinhos Ácidos
Um Sábado Qualquer
Maciel Corporation

Até a próxima!
-Vinnie

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Giblog #145

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Ok, eu sei que a essa altura, falar de Batman v Superman já é chutar cachorro morto, mas é impossível não comparar os dois grandes eventos cinematográficos das grandes editoras de quadrinhos. A grande diferença entre os dois filmes é que Guerra Civil não entregou o ouro antes do filme estrear.

O terceiro filme da franquia do Bandeiroso tem apenas uma leve inspiração no mega evento dos quadrinhos, escrito por Mark Millar. A maior inspiração vem da excelente passagem de Ed Brubaker pelo Capitão América. E isso acaba sendo uma coisa positiva para o filme, criando um universo cinematográfico único e distinto dos quadrinhos.

Aqui a gente vê como uma boa direção faz toda a diferença. O grande evento da DC falhou em trabalhar com tantos personagens e acontecimentos em 2:30 de filme, sem dosar o timing para a ação, para a trama e o desenvolvimento dos personagens. Guerra Civil trabalhou isso de forma impecável no mesmo tempo de filme. Houve bastante espaço para nos empolgarmos com cada cena de ação, para refletir sobre o tema proposto e, muito importante, para cada personagem brilhar. As melhores cenas de luta, sem dúvida, são da Viúva Negra e do Falcão. E o filme já nos coloca no hype para o filme solo do Pantera Negra.

E o Homem-Aranha?
Bem… só digo uma coisa: meu fanboy interior está feliz.
É um filme que verei novamente no cinema.
-Feliz

Giblog #141

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Depois de uma infinidade de notícias nos sites de entretenimento levado a sério por dia, finalmente estreou o tão esperado Batman v Superman: A Origem da Justiça.
Será que o hype é real?

No. Pelo menos, not for me.
Enfim. Se você gostou do filme, good for you. Vi um monte de gente dizendo que as críticas eram infundadas, que o filme é bom sim, que claro, tem seus defeitos, mas é divertido… fizeram até um bingo de “desculpas” de quem gostou.
Bom… não é porque as pessoas acharam o filme ruim que a sua experiência vai mudar, certo? Ninguém está dizendo que você tem mau gosto, que não entende de cinema, que é burro. São só opiniões diferentes.

E na minha opinião, BvS é um grande potencial desperdiçado.
Não vou fazer bem uma resenha, aqui. Vou apenas dizer o que eu achei do filme como leitor dos quadrinhos da DC. Você pode até discordar, mas minha experiência com o grande evento da Warner/DC esse ano está registrada aqui.
Meu problema com o filme, não é que o roteiro seja confuso e cheio de furos (e de fato é) nem que a direção seja megalomaníaca (de fato é). Meu problema é que assim como Man of Steel, eu não consegui enxergar os personagens mais icônicos dos quadrinhos representados ali na tela. Pelo menos os principais, que estão no título. Eu não consegui reconhecer aquele como o Superman, muito menos aquele como o Batman. Uma das maiores críticas a Man of Steel foi justamente o fato daquele Superman não se preocupar com a segurança dos cidadãos e não se importar em matar. Ok, corrigiram isso no cuequinha vermelha… e transpuseram isso para o Morcegão? O Morcegão que não quebra essa única regra e jurou que não usaria armas de fogo por ter visto seus pais serem mortos por uma? Tá, essa nova direção opta por uma abordagem mais realista. Mas apresentar essa abordagem com pressa pela primeira vez em um filme entuchado de personagens é um grande erro.
E nem quero começar a falar do Lex Luthor. Jesse Eisenberg tem minha admiração por seu excelente papel em A Rede Social, mas se você acha interessante o Mark Zuckerberg sendo um dos maiores antagonistas do filme, tudo bem. Eu esperava ver o Lex Luthor.

Mas a pior parte, provavelmente, é o tão esperado embate entre Superman e Batman. Era completamente previsível que a morcega levaria a melhor, pois o personagem é mais popular, tem uma legião de fanboys que a Warner não se arriscaria a desagradar, mas cacete. Pelo menos eu esperava algo menos unilateral do que aquilo. Foi um fan service descarado aos cuequinhas verde e completamente anti-clímax.

Mas pra não ser injusto, há sim pontos positivos no filme: A Mulher Maravilha é o melhor. Enquanto Diana, a atriz ganha quase nenhum destaque, mas quando a Amazona aparece, rouba a cena e não devolve mais. Ver a Trindade reunida é um momento que faz o coraçãozinho de qualquer nerd palpitar.
A cobertura da repercussão de termos um Deus caminhando sobre a terra também é um ponto excelente. Sempre gostei desse tipo de discussão tanto dentro quanto fora dos quadrinhos. As implicações que uma figura impossível como o Superman trariam à comunidade científica, política e religiosa.

Mas infelizmente isso não salva o filme. E antes que venham me acusar de Marvete, de defender apenas os filmes da Marvel, etc, saibam que eu fico realmente triste. Eu adoraria ver esses personagens tão queridos e icônicos ganhando vida e projetando um futuro esperançoso. Mas infelizmente, A Origem da Justiça serve como alicerce para o futuro filme da Liga. E você sabe o que dizem sobre construir casas sobre frágeis barrancos de areia.

-Feliz