Giblog #146 – O Fim

CDF_final

Em 27 de agosto de 2012 postei aqui pela primeira vez.
Uma tirinha introdutória, bem basicona, com a ideia de fazer uma espécie de diário. Eu não sabia bem o que tava fazendo na época, só sabia que queria mostrar meu trabalho de alguma forma, e depois de muita insistência dos meus amigos, comecei a postar meus quadrinhos online. E aí, meio que surgiu o Café do Feliz.
Quase 6 anos depois, eu nem consigo imaginar como minha vida seria se eu não tivesse feito isso. E hoje estou postando aqui pela última vez.

MAS CALMA!! Leia tudo antes, hahaha!

Durante esses 6 anos, aprendi muita coisa! Muita coisa sobre quadrinhos, sobre internet, sobre pessoas, sobre novas ferramentas… Foram quase mil tirinhas feitas para o site, mais de 11 mil comentários… Várias séries como High School Sux, Punk the System, Café Diário, posts informativos com os Fridays… Em 2015 publiquei uma história na Fliperamas com vários colegas, uma coletânea sobre videogames, que foi muito bem recebida e rendeu uma indicação ao Troféu HQ Mix. Em 2016 quis me lançar em um novo desafio, apostando em narrativas mais complexas, com a parceria com o Digo Freitas (que aliás, conheci através do meu contato com as webcomics!), resultando na HQ Tinta Fresca – Destino Traçado, financiada pelo Catarse e indicada ao HQ Mix. De 2016 até este ano, desenvolvi Love Sucks que, recentemente, virou livro, novamente financiado pelo Catarse!

Tive a oportunidade de participar de vários eventos pelo país, como a Fest Comix, a Bienal de Quadrinhos de Curitiba, o FIQ e a Comic Con Experience. Conheci artistas incríveis durante esse período, os quais acabaram se tornando amigos queridíssimos!

Olhando pra trás, para aquele dia que publiquei timidamente uma tirinha tosca num blog que eu nem sabia onde ia dar, dá uma sensação muito boa, porque só consegui seguir essa trajetória toda porque você, que está lendo esse texto, me apoiou de alguma forma. Talvez você esteja aqui desde o comecinho, ou talvez tenha chegado no meio do caminho e foi acompanhando o que saía. Talvez tenha visitado a cada post novo, ou quem sabe esperava dar uma semana ou um mês pra ler tudo de uma vez. Talvez você tenha visto minhas twitcams, me ouvido contar a infame piada do bolo (duas vezes!) ou cantar Lucy in the Sky with Diamonds ao vivo! Talvez tenha apoiado algum dos projetos no Catarse, mas pode ser que só tenha compartilhado o link, ou só tenha desejado boa sorte. Talvez tenha se tornado um grande amigo. Talvez só nos conversamos às vezes pelas redes, ou até mesmo nunca tenhamos nos falado mas  mesmo assim você estava ali.

Não importa. Você estava ali, interagindo ou não. Me incentivando a continuar a fazer o que eu amo, mesmo sem saber. Você, leitor ou leitora, é a razão de eu ter chegado aqui e querer ir cada vez mais longe. Querer criar novas histórias, novas situações, novos personagens, conhecer mais lugares, mais pessoas, a fazer novos amigos. Aprender mais e mais! Graças a você, pude encerrar esse ciclo com a cabeça erguida e um sorriso no rosto. Feliz.
Muito obrigado a VOCÊ.

MAAAAAS…
E agora??

Calma, gente, calma! Hahahaha! O Café do Feliz está chegando ao fim, mas nem a pau que vocês vão se livrar de mim assim tão fácil!
Primeiro, do dia 06 a 09 de setembro, estarei na Bienal de Quadrinhos de Curitiba novamente, para lançar Tinta Fresca – Linha de Frente, o segundo volume da série criada pelo Digo. E quem ainda não adquiriu o livro Love Sucks pode comprar comigo no evento também, ou na CCXP em São Paulo, com o Ariel da Cunha e a Amanda Barros, meus editores, que vão estar no Artist’s Alley de lá. Em todo caso, se você não puder ir em nenhum dos eventos, mande uma mensagem através da minha página no Face ou no Twitter, que eu envio pelos Correios!
E, como vocês que me acompanham pelas redes já devem saber, estou planejando um reboot! Todo o aprendizado que adquiri durante esses anos irão servir de base para a criação de uma nova página, com um novo nome. Alguns elementos vão continuar, porém. Ainda quero trabalhar com os personagens que vocês conhecem e amam, dar a eles a chance de um novo começo. Ainda tô desenvolvendo isso, mas vocês vão ficar sabendo de tudo através das redes sociais, especialmente o Twitter. Não precisa deixar de me seguir, então, haha!

Enfim, eu acho que vocês vão gostar do que vou trazer pra vocês no futuro!
Mais uma vez, leitores e leitoras, muito obrigado por tudo que vocês me trouxeram.
Me despeço às lágrimas, mas sei bem que esse “adeus” é apenas um “até breve”.

-Vinícius Gressana (o Feliz).

O Andarilho: Quebrando paredes e costelas

andarilho

Olá, leitores e leitoras!
O Andarilho é uma brincadeira proposta pelo Fábio Coala, em que o nosso amigo de camiseta vermelha da tirinha acima faz um tour pelas webcomics nacionais!
Ele já visitou vários quadrinhos e, depois de ser mandado pra cá pelo Leonardo Maciel, está indo para o site do Sir Holland, o Bravo, do Sandro Zambi!
Não deixe de conferir!

Você pode acompanhar a jornada do Andarilho aqui:

Mentirinhas
Will Tirando
Depósito do Wes
Vacilândia (por Marçal)
Manjericcão
RYOTiras
Digo Freitas
Blue e os Gatos
Por quê, Pedro?
As Aventuras da Bruxinha Mô
Como Eu Realmente
Objetos Inanimados
Mundo Amarelo
Baboom
Mari Santtos
Barba do Bardo
Navio Dragão
Quadrinhos Ácidos
Um Sábado Qualquer
Maciel Corporation

Até a próxima!
-Vinnie

Giblog #145

cdf_145

Ok, eu sei que a essa altura, falar de Batman v Superman já é chutar cachorro morto, mas é impossível não comparar os dois grandes eventos cinematográficos das grandes editoras de quadrinhos. A grande diferença entre os dois filmes é que Guerra Civil não entregou o ouro antes do filme estrear.

O terceiro filme da franquia do Bandeiroso tem apenas uma leve inspiração no mega evento dos quadrinhos, escrito por Mark Millar. A maior inspiração vem da excelente passagem de Ed Brubaker pelo Capitão América. E isso acaba sendo uma coisa positiva para o filme, criando um universo cinematográfico único e distinto dos quadrinhos.

Aqui a gente vê como uma boa direção faz toda a diferença. O grande evento da DC falhou em trabalhar com tantos personagens e acontecimentos em 2:30 de filme, sem dosar o timing para a ação, para a trama e o desenvolvimento dos personagens. Guerra Civil trabalhou isso de forma impecável no mesmo tempo de filme. Houve bastante espaço para nos empolgarmos com cada cena de ação, para refletir sobre o tema proposto e, muito importante, para cada personagem brilhar. As melhores cenas de luta, sem dúvida, são da Viúva Negra e do Falcão. E o filme já nos coloca no hype para o filme solo do Pantera Negra.

E o Homem-Aranha?
Bem… só digo uma coisa: meu fanboy interior está feliz.
É um filme que verei novamente no cinema.
-Feliz

Giblog #141

cdf_141

Depois de uma infinidade de notícias nos sites de entretenimento levado a sério por dia, finalmente estreou o tão esperado Batman v Superman: A Origem da Justiça.
Será que o hype é real?

No. Pelo menos, not for me.
Enfim. Se você gostou do filme, good for you. Vi um monte de gente dizendo que as críticas eram infundadas, que o filme é bom sim, que claro, tem seus defeitos, mas é divertido… fizeram até um bingo de “desculpas” de quem gostou.
Bom… não é porque as pessoas acharam o filme ruim que a sua experiência vai mudar, certo? Ninguém está dizendo que você tem mau gosto, que não entende de cinema, que é burro. São só opiniões diferentes.

E na minha opinião, BvS é um grande potencial desperdiçado.
Não vou fazer bem uma resenha, aqui. Vou apenas dizer o que eu achei do filme como leitor dos quadrinhos da DC. Você pode até discordar, mas minha experiência com o grande evento da Warner/DC esse ano está registrada aqui.
Meu problema com o filme, não é que o roteiro seja confuso e cheio de furos (e de fato é) nem que a direção seja megalomaníaca (de fato é). Meu problema é que assim como Man of Steel, eu não consegui enxergar os personagens mais icônicos dos quadrinhos representados ali na tela. Pelo menos os principais, que estão no título. Eu não consegui reconhecer aquele como o Superman, muito menos aquele como o Batman. Uma das maiores críticas a Man of Steel foi justamente o fato daquele Superman não se preocupar com a segurança dos cidadãos e não se importar em matar. Ok, corrigiram isso no cuequinha vermelha… e transpuseram isso para o Morcegão? O Morcegão que não quebra essa única regra e jurou que não usaria armas de fogo por ter visto seus pais serem mortos por uma? Tá, essa nova direção opta por uma abordagem mais realista. Mas apresentar essa abordagem com pressa pela primeira vez em um filme entuchado de personagens é um grande erro.
E nem quero começar a falar do Lex Luthor. Jesse Eisenberg tem minha admiração por seu excelente papel em A Rede Social, mas se você acha interessante o Mark Zuckerberg sendo um dos maiores antagonistas do filme, tudo bem. Eu esperava ver o Lex Luthor.

Mas a pior parte, provavelmente, é o tão esperado embate entre Superman e Batman. Era completamente previsível que a morcega levaria a melhor, pois o personagem é mais popular, tem uma legião de fanboys que a Warner não se arriscaria a desagradar, mas cacete. Pelo menos eu esperava algo menos unilateral do que aquilo. Foi um fan service descarado aos cuequinhas verde e completamente anti-clímax.

Mas pra não ser injusto, há sim pontos positivos no filme: A Mulher Maravilha é o melhor. Enquanto Diana, a atriz ganha quase nenhum destaque, mas quando a Amazona aparece, rouba a cena e não devolve mais. Ver a Trindade reunida é um momento que faz o coraçãozinho de qualquer nerd palpitar.
A cobertura da repercussão de termos um Deus caminhando sobre a terra também é um ponto excelente. Sempre gostei desse tipo de discussão tanto dentro quanto fora dos quadrinhos. As implicações que uma figura impossível como o Superman trariam à comunidade científica, política e religiosa.

Mas infelizmente isso não salva o filme. E antes que venham me acusar de Marvete, de defender apenas os filmes da Marvel, etc, saibam que eu fico realmente triste. Eu adoraria ver esses personagens tão queridos e icônicos ganhando vida e projetando um futuro esperançoso. Mas infelizmente, A Origem da Justiça serve como alicerce para o futuro filme da Liga. E você sabe o que dizem sobre construir casas sobre frágeis barrancos de areia.

-Feliz