Friday, bloody Friday #090

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Normalmente eu avalio três títulos em posts como este, mas como o tempo para ler anda bem curto, só tive oportunidade de falar sobre dois!
Para ver a parte um deste post, clique aqui!

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Autor: Grant Morrison
Desenhos: Steve Yeowell, Jill Thompson e Dennis Cramer
Publicado no Brasil pela Panini Comics

Depois de alguns trabalhos aclamados, é comum que o ego de um artista deixe de caber dentro do próprio corpo.

Já escrevi aqui sobre Grant Morrison elogiando seus trabalhos. Recomendei WE3 a vocês no Friday #011 e All-Star Superman ainda é uma das minhas HQs favoritas de todos os tempos. Morrison também teve uma passagem memorável pelo Batman, escrevendo inclusive Asilo Arkham, uma das obras mais aclamadas da morcega, e sua obra é referência a muitos criadores dos quadrinhos modernos.

Mas Os Invisíveis é UMA MERDA!

Recentemente lançado pela Panini aqui no Brasil, a história fala sobre um grupo de radicais liderados por um líder careca que buscam libertar um jovem das correntes opressoras da realidade e assim desenvolver seu verdadeiro potencial em um mundo controlado por poderes ocultos, para ajudá-los a salvar o resto população.

Ok, até aí não tem nada de diferente do tema favorito abordado por Morrison, que é a busca pela liberdade, mas… Não tá igualzinho a Matrix isso aí?? Pois é. Os Invisíveis é uma espécie de Matrix, só que ao invés das máquinas, as correntes que impedem que cada um desenvolva seu verdadeiro potencial no mundo são forjadas por uma raça de seres insetoides. E ao invés de kung-fu, bullet time e habilidade com armas foderosas, somos capazes de algumas formas de magia (que não foram muito bem explicadas na HQ).

Mas essa nem é a pior parte de Os Invisíveis. O pior é que, como eu já disse, o ego do Careca extrapolou diversos níveis, como a bizarrice que foi “Os Sete Soldados da Vitória”, outro fruto do complexo de gênio que parece ter acometido o autor. E sem essa de “ai, só porque não é comercial igual Marvel ou DC você fica falando que é ruim”. Porra nenhuma. Eu já li quadrinhos o suficiente durante minha vida pra saber o que colabora com uma narrativa e o que é baboseira intelectualoide. Todo o falatório sem sentido do mendigo Tom, um dos mentores de Dane (o personagem principal) são desnecessários e cansam o leitor facilmente. Cenas avulsas que não contribuem com a narrativa e experimentações de poesia lisérgica no texto também fazem parte do pacote.

Na arte, Os Invisíveis se salva no capítulo introdutório e no arco “Na Pior Entre o Céu e o Inferno”, desenhados por Steve Yeowell. O segundo arco, “Arcádia” é desenhado por Jill Thompson, que fez um trabalho maravilhoso em Sandman, mas aqui parece que desenha com o pé. Um roteiro bem coeso geralmente faz com que o desenhista se desenvolva, e foi o que faltou em Os Invisíveis. E apesar de Morrison ser bom, não é o Neil Gaiman.

No final, o autor coloca uma nota que diz “destrua esse gibi”. Afinal, quem precisa de mais coisas supérfluas amontoadas por aí? Já eu diria pra destruir o gibi porque é uma merda, mesmo.

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Autor: Naoki Urasawa
Publicado no Brasil pela Panini Comics

Você que acompanha o blog há algum tempo deve estar pensando: “Peraí, Feliz, você não recomendou esse gibi antes dizendo que era bom?”.
De fato, foi o que eu fiz no Friday #018.

Mas naquela época só tinham saído dois números. Hoje, um ano e meio depois, ainda no número 10 (sim, o mangá tem uma periodicidade idiota), minha opinião mudou completamente.

20th Century Boys tinha tudo pra ser uma boa história. Uma trama curiosa sobre dominação mundial, com bastante referência ao rock and roll e à contra-cultura. Um clima de aventura e personagens com um bom desenvolvimento emocional. Quase um filme do J.J. Abrams.

O problema é que o autor Naoki Urasawa simplesmente não sabe quando tem que parar e estica a história até não ter mais o que falar! Daí ele pega tudo o que fazia o mangá uma obra interessante e de uma hora pra outra, toma um rumo completamente diferente. Some com os personagens que estávamos começando a conhecer e gostar e acaba com as referências que caracterizavam a obra e davam um ar de nostalgia, até todo o encanto inicial sumir.

A narrativa fala sobre uma organização secreta criminosa liderada pelo líder carismático “Amigo”, que domina o mundo exatamente de acordo com uma história inventada por um grupo de crianças. O grupo, liderado por Kenji, procura descobrir qual dos seus colegas é responsável pela execução dos planos.

E de repente tudo muda. Anos se passam e novos personagens vão surgindo, pontas soltas são deixadas e nada se resolve. O suspense em torno da identidade do “Amigo” já começa a irritar a cada vez que a história conduz para uma revelação que é frustrada pela milésima vez. Sem falar que o dinamismo dos primeiros números dá lugar ao ritmo lento e travado característico dos mangás, com um excesso ridículo de quadros demonstrando a reação dos espectadores quando um grupo de personagens está realizando a ação principal. Um dos motivos pra eu nunca ter tido vontade de ler/assistir Naruto é isso. Enquanto dois personagens lutam (e conversam), a ação deixa de fluir pra mostrar os outros fazendo comentários óbvios sobre a batalha e para mostrar flashbacks. Eu estava feliz por não ter visto isso em 20th Century Boys, até que começou a acontecer.

Parei no volume 10. Não tenho mais vontade de acompanhar e estou cagando e andando pra quem é o “Amigo” e pra saber se Kenji está vivo ou morto. Suspense nas histórias em quadrinhos é interessante, mas é preciso ter cuidado pra não prolongar ao ponto do leitor perder o interesse. E no caso de 20th Century Boys, até um episódio do Scooby Doo já está mais interessante.

Enfim, por enquanto é só!
Você, caro leitor, conhece alguma dessas obras? Concorda ou discorda do que disse sobre elas? Tem alguma coisa que você leu recentemente e usou como papel higiênico?
Diga aí nos comentários!

Bom final de semana e até segunda-feira!
-Feliz

High School Sux #175

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Yuri provando que continua sendo o mais inteligente do grupo!

Ah!! Acabei de perceber que falta bem pouco pra chegarmos ao capítulo 200 de HSS!
Caramba! Parece que foi há pouco tempo que fiz o centésimo capítulo!
O tempo parece passar tão rápido quanto esse salto de 4 anos na saga.
-Feliz

Co-mu-ni-ca-do!

Leitores, a tirinha de hoje ainda encontra-se no forno!

Eu, como criador, lamento adiar mais um capítulo de uma saga que, apesar de recente, já caiu no gosto dos leitores.
Justamente por este motivo, o capítulo que seria publicado hoje será apresentado na quinta-feira, dia 26/06.
Peço desculpas mais uma vez e prometo compensar a espera com um post bem bacana.

Amanhã segue a programação normal, com mais um capítulo de Punk the System!

-Feliz