Friday, Bloody Friday #018

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Quem não viu o FBF #011, pode ver clicando aqui.

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HQ
Autor: Naoki Urasawa, com colaboração de Takashi Nagasaki

Publicado no Brasil pela Panini Comics

O mangá 20th Century Boys conta a história de Kenji Endo, que, por volta de seus 30 anos de idade, salvou o mundo junto com seus amigos de infância de um plano vilanesco que teria causado a extinção da humanidade. Plano esse que foi concebido pelo próprio grupo de amigos de infância do qual Kenji fazia parte, inicialmente como uma fantasia infantil de salvar o planeta. A história principal se passa em 1997, pouco antes do grande golpe do ano 2000 ser executado. Vemos Kenji e seus amigos de infância que ainda mantêm contato tentando se lembrar do que aconteceu nos anos em que eram colegas de escola e quem do grupo poderia ser o responsável pelos misteriosos acontecimentos investigados pela polícia de Tóquio. É nessa linha temporal que uma organização de cunho espiritual/religioso, representada pelo misterioso líder carismático conhecido como “Amigo” começa a ganhar força e acolher jovens dispostos a executar um feito diabólico. Paralelamente vemos também flashbacks da infância e adolescência dos personagens, dando pistas sobre qual das crianças pode ter sido a responsável e mais detalhes da operação.

O clima predominante da HQ é uma mistura dos filmes Super 8 com Sobre Meninos e Lobos. A ficção científica e a trama policial andam junto com um grande apelo emocional, tanto entre o grupo de amigos quanto entre personagens secundários. A história também tem uma atmosfera saudosista forte, relembrando o leitor do que é ser um moleque de imaginação fértil e inocente, ainda descobrindo o mundo. Encontramos também várias referências à cultura pop, que não se restringem só ao Japão. Está presente na obra a linguagem global do rock, citando bandas e músicos da década de 60 e 70, como Rolling Stones, Led Zeppelin, Creedence Clearwater Revival, Bob Dylan, Hendrix, etc. O próprio nome do mangá é uma referência à música do T-Rex do mesmo título. Somando tudo isso a uma trama de investigação bem bolada e intrigante, e pra completar, a uma arte extremamente bem trabalhada, é muito difícil não ficar vidrado na história.

20th Century Boys está no seu segundo número de publicação, então, a quem se interessar, ainda dá tempo de acompanhar. Leitura altamente recomendável, e não só para os fãs de mangá.

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Livro
Autor: George R. R. Martin
Publicado no Brasil pela Editora Leya

Esse foi um presentão de Natal que ganhei, que veio junto com todos os volumes anteriores da série em um box bem bacana!

As Crônicas de Gelo e Fogo é o romance épico de fantasia que inspirou a criação da série de tv Game of Thrones (Guerra dos Tronos, o título do livro 1) da HBO. Na história, várias famílias disputam o controle do continente de Westeros (e outras terras). Alianças são formadas, intrigas correm por todos os lados, traições são maquinadas, casamentos arranjados são regra, guerras são travadas… Tudo em nome do tão desejado poder.
Quem ainda não leu essa série de best sellers, ou conhece a série apenas pela tv, recomendo fortemente a leitura. Naturalmente, o aprofundamento e a imersão são bem maiores. Uma coisa que sempre costumo dizer sobre Crônicas é que depois que você lê, você vicia no estilo de narrativa e acaba sem querer elevando seus padrões. Martin trabalha com múltiplas tramas complexas ocorrendo ao mesmo tempo, com uma infinidade de personagens, e consegue a façanha de amarrar tudo isso com perfeição. Outra técnica bem característica do autor é colocar o leitor na pele de um personagem diferente em cada capítulo, fazendo com que você possa enxergar uma mesma situação por outros ângulos, através de outras opiniões. Isso evita a criação de um núcleo “do bem” contra um “do mal”, já que todo personagem, por mais que tenha sua honra, tem também falhas morais e age por motivos que realmente acredita, influenciado pelo contexto em que foi criado. Você acaba enxergando e entendendo o lado de (quase) todo mundo (eu disse QUASE, Joffrey!). É muito fácil você se ver torcendo por um personagem que antes lhe causou repulsa.

Martin consegue surpreender a cada capítulo. Apesar dos livros serem extensos, nenhuma página é desperdiçada. Dá pra ver o cuidado que o autor tem em criar um universo crível e consistente. As lutas corpo a corpo e as grandes batalhas, por exemplo, são descritas com precisão militar, algumas inspiradas em batalhas da nossa própria História. As estratégias de batalha e a política, discutidas em alguns capítulos, são intrigantes. Isso faz até o leitor desenvolver uma certa “manha”, medindo a consequência de cada atitude tomada pelos personagens ao invés de simplesmente passar pelas páginas para ver o que acontece.

A Dança dos Dragões ocorre paralelamente ao volume 4 – O Festim dos Corvos. E ao contrário do anterior, Dança não é tão arrastado, pois seu foco principal é justamente na trama em que os acontecimentos são grandiosos e de consequências drásticas.

E vocês já sabem. O inverno está chegando!

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HQ
Autor: Neil Gaiman
Desenhos: Jill Thompson, Vince Locke, Bryan Talbot, Mark Buckingham, P. Craig Russell, Michael Zulli, John Watkiss, Dick Giordano, Mike (Red Allrod) Allred, Shea Anton Pensa, Alec Stevens, Gary Amaro, Kent Williams, Tony Harris e Steve Leialoha
Publicado no Brasil pela Panini Books.

Sandman é a obra prima do escritor Neil Gaiman (sabe Coraline, aquela animação stop motion?). O autor é conhecido por seu gosto pela fantasia, pelo lúdico, e tem grande proximidade com o estilo gótico. Sandman apresenta o universo do Sonhar, onde habitam os Perpétuos, (Sonho, Morte, Destino, Destruição, Desespero, Desejo e Delirium) cada um com seu reino refletindo sua personalidade, no qual Sonho (ou Morfeus) é o Mestre.

Até então, havia acompanhado Sandman apenas em histórias isoladas, quando comprava as primeiras publicações da Vertigo usadas em sebos. Sempre foi uma série intrigante, principalmente porque Gaiman faz o leitor comparar suas próprias vidas e experiências sob o olhar dos Perpétuos, seres imortais. O encadernado apresenta os arcos “Vidas Breves” e “Fim dos Mundos”, entre outras histórias. Tudo começa quando a pequena Delirium (a mais jovem dos Perpétuos) decide partir em busca de Destruição, do qual ninguém mais tem notícia, e tenta persuadir seus outros irmãos a acompanhá-la na viagem. Apenas Sonho aceita participar da jornada, e por motivos próprios. A partir daí, começa uma road trip completamente insana pelo Mundo Desperto (o nosso mundo). O ponto forte, a grande sacada de Neil Gaiman nesse arco, é a forma como o roteiro é construído. No centro está a busca de Delirium e Sonho, mas pequenos acontecimentos aparentemente jogados no meio da história convergem sutilmente para a trama principal. Até as histórias publicadas originalmente fora da cronologia principal (como “A Canção de Orfeu”) têm alguma influência.

Sandman tem a cara da Vertigo dos anos 90. Isso pode ser interpretado como uma coisa boa ou não tão boa, já que naquela época, o selo valorizava um bom roteiro, mas algumas vezes deixando de lado uma boa arte. O encadernado conta com a presença de vários artistas, alguns são muito bons, outros apenas competentes e alguns deixando a desejar. Falta também uma certa consistência de traço entre um número e outro, um deslize que você tem que se esforçar para compensar através do excelente roteiro. O volume ainda vem com uma infinidade de páginas de extras, com estudos de personagens, capas alternativas, esboços e até um roteiro completo de “Ramadã” (história também presente no encadernado) e uma galeria dedicada aos Perpétuos ilustrada por vários artistas.

Ainda li pouco do encadernado de mais de 600 páginas, principalmente pelo tempo curto. Infelizmente não dá pra trabalhar, desenhar e ainda conseguir ler, ouvir, jogar e assistir tudo o que eu realmente quero. Mesmo assim, Sandman volume 3 está na cabeceira da minha cama para uma boa leitura antes de entrar no Sonhar.

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-Feliz

24 ideias sobre “Friday, Bloody Friday #018

  1. Bah As Crônicas de Gelo e Fogo é muma série muito legal!!! Bem diferente do que eu estava acostumado!!! E Feliz quando fizer uma conta no skoob nos avisa 🙂

  2. Parabens pelo post ! Legal como sempre o/
    E ja não é a primeira vez que eu me arrependo de não ter comprado e acompanhado 20th century boys =/

  3. Crônicas de Gelo e Fogo = obra de arte. Eu aprendi a manter a mente aberta para todos os personagens, a analisar o ponto de vista de cada um. E preciso concordar: Joffrey é intragável!
    Mais HQs para conferir *-*. Adoro esse tipo de post! Um ótimo final de semana, Feliz. Abraço!

  4. Crônicas de Gelo e Fogo por ser um livro de fantasia para adultos, tem um forte conteúdo violento, sexual e não sei se todo mundo vai se sentir muito à vontade lendo esse livro, mas é altamente recomendável.

  5. Eu também estou lendo o 5 volume das cronicas e e incrível como Martin criou um um mundo tão real e ao mesmo tempo fantástico eu não sei se o Feliz já leu mas um livro, ou coleção,que e bem leve e ao mesmo tempo divertido pra quem ta começando a ler e o guia do mochileiro das galaxias, eu li e recomendo.

  6. Opa e ae Feliz. Sempre amei a leitura mas confesso que sou novato na área. Gosto de livros no estilo de Assassin’s Creed, O Senhor dos Anéis, A Torre Negra e eu gostaria de começar uma nova coleção. Pensei muito nas Crônicas de Gelo e Fogo, mas como você disse, ele não é focado em um único personagem e eu acharia interessante começar em algo novo desse tipo. Tem alguma outra série que você me recomendaria? Abraço, sucesso com o blog.

    • Euller, pode ser manjado, mas Harry Potter realmente é uma boa leitura. O melhor é que você devora cada livro em poucos dias. Outra série bacana meio crua igual Crônicas de Gelo e Fogo é As Crônicas de Arthur e a série A Busca Pelo Graal, as duas de Bernard Cornwell, que tem um estilo semelhante ao George R. R. Martin. Não vai se arrepender, cara. Abraço!

      • xD Valeuzão Feliz, vou pesquisar mais sobre cada um desses que você me recomendou e desfrutar de alguma série nessas férias. Até mais.

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