Friday, bloody Friday #106

katniss

Jogos Vorazes me pegou de surpresa. Foi um daqueles filmes que vi só por ter entrado na sala de cinema quando não tinha mais nada pra fazer. E rapaz, que surpresa eu tive. A última coisa que eu esperava era ver uma distopia política com toques de Orwell e Huxley.

Me surpreendeu bastante quando eu descobri que o filme era na verdade a adaptação de um romance teen. Depois de Crepúsculo aquilo não me parecia algo que viraria febre entre os adolescentes. Hoje em dia, praticamente toda ficção teen que vende razoavelmente bem vira filme. A maioria, execrável. Não é o caso da franquia cinematográfica Jogos Vorazes que, na minha opinião, chega a ser melhor do que o material base, até.

Pra quem não conhece, a história se passa no território de Panem, dividido em 13 distritos que, em um momento histórico, levantou-se em rebelião contra sua Capital, que governava com punho de ferro e mantinha privilégios a poucos em troca do sofrimento e exploração dos menos favorecidos. Desde a derrota da Rebelião, a Capital organiza anualmente um evento em que um casal de jovens de cada distrito é sorteado para participar de um massacre onde apenas um deve sair vivo. E no melhor estilo Roma Antiga, esse evento serve como “circo” para os cidadãos abastados de Panem.

Depois de dois anos, a franquia amadureceu. Em Chamas (o segundo filme) acabou ficando bem preso à fórmula do primeiro, trazendo de volta o Combate como tema central. Serviu mais como uma ponte para o grande evento que tem início em A Esperança – Parte 1, em que uma nova Rebelião está sendo fomentada.
Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence <3), a protagonista, involuntariamente torna-se a principal representante desta investida. Seu instinto de preservação durante sua participação nos Jogos despertou o espírito de indignação e resistência no povo de Panem.

Uma coisa que sempre me interessou na franquia é que os bastidores tanto dos Jogos quanto da própria Rebelião são claramente revelados. E isso inclui todos os aspectos semióticos, desde a escolha de um representante e sua forma de apresentação ao público para conquistar o alvo, além, é claro, da construção do espetáculo massificado e a escolha da linguagem propagandística.
midiaNos primeiros momentos da saga, onde o foco eram os Jogos e seus bastidores, a mídia era mostrada como ferramenta de controle governamental, uma forma unidirecional de comunicação para apaziguar o povo faminto e escravizado, no melhor estilo do Ministério da Verdade de 1984. Agora com o foco da história no outro lado, a propaganda mostra-se como um recurso de convocação para o Levante. Em Panem, a Revolução será, sim, televisionada.

Uma pena que as participações dos coadjuvantes mais bacanas, como Haymitch (Woody Harrelson) e Effie (Elizabeth Banks) estão bem reduzidas. Mas pelo menos o Lenny Kravitz não aparece mais.
Também é uma puta sacanagem que essa mania de dividir a última parte da história em dois filmes pegou de vez, depois que Harry Potter deu a ideia. Por isso o grande evento que é a iminente guerra ficou para o ano que vem. A vantagem é que puderam trabalhar bem alguns elementos, como a apresentação do Distrito 13 (praticamente uma Zion, dos filmes Matrix, ou mesmo a Aliança Rebelde de Star Wars) e os detalhes de seus planos de ação.

mordecaiNada mau para uma época cheia de romances teen já escritos com um olho em Hollywood, desesperados para preencher o vácuo deixado por Harry Potter. Jogos Vorazes se sobressai nessa missão criando uma identidade própria.

Bom, é a primeira vez que falo sobre a franquia Jogos Vorazes aqui. Não sei se temos algum fã entre os leitores do CdF, mas creio que é algo que vale a pena conferir. Se você já assistiu ao novo filme, dê sua opinião aí nos comentários! Se ainda não assistiu, comente suas expectativas. E se odeia, fica aí o espaço para descer a lenha!
Bom final de semana e até domingo, caros leitores!
-Feliz

Friday, bloody Friday #105

Como vocês viram, a conclusão do último arco de High School Sux foi inspirada em Clube dos Cinco, um dos meus filmes favoritos e um clássico de John Huges. Por isso o post de hoje é dedicado a ele:

friday_105

Entre outros filmes do diretor, estão Antes só do que Mal Acompanhado, Ela Vai Ter um Bebê, Quem vê Cara não vê Coração, e outros.
Diga aí nos comentários quais são seus filmes favoritos do diretor, cena mais marcante, personagens favoritos… Também era gamado na Molly Ringwald? Sonhou em passar o aniversário com Jake Ryan? Sempre quis fechar uma avenida cantando música pop? Aproveite a homenagem, caro leitor!
Bom final de semana e até domingo!

-Feliz